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Diagnóstico da Hepatite

15 de maio de 2014

A hepatite, doença que ataca o fígado, é uma doença viral, provocada por cinco diferentes tipos de vírus (A, B, C, D ou E). Ocasionalmente pode ser desencadeada por outras doenças (p.ex., mononucleose infecciosa e febre amarela), medicamentos (metildopa, isoniazida, nitrofurantoína) ou drogas (álcool ou drogas injetáveis).

Pode ter evolução aguda ou crônica. Na maioria dos indivíduos, a inflamação se inicia abruptamente e dura apenas algumas semanas.

De acordo com os diferentes vírus, pode ser transmitida por via oral, por saliva, urina, fezes, ato sexual ou transfusões de sangue. A água é um veículo de transmissão importante.

A hepatite viral aguda pode produzir desde uma doença menor semelhante a uma gripe até uma insuficiência hepática fatal. Em geral, a hepatite B é mais grave que a hepatite A e, ocasionalmente, é fatal. A hepatite C tem uma evolução pouco previsível. A doença aguda comumente é leve, mas a função hepática pode melhorar e, em seguida, piorar repetidamente durante vários meses.

A hepatite A é a mais benigna e geralmente não leva a consequências para o indivíduo, podendo inclusive passar despercebida.

Já a hepatite B é uma doença mais grave, geralmente transmitida por transfusões ou por usuários de drogas que compartilham da mesma agulha. Também pode ser transmitido ao recém-nascido durante o parto. Pacientes com doenças renais crônicas e que se submetem a hemodiálise também apresentam maior risco de contrair a hepatite B.

O vírus da hepatite C é responsável por cerca de 80% dos casos de hepatite, originados por transfusões sanguíneas, além de muitos casos isolados de hepatite aguda. Ele é mais frequente em usuários de drogas injetáveis. Também pode decorrer da transmissão sexual, mas esta é pouco frequente. O vírus da hepatite C é responsável por muitos casos de hepatite crônica e por alguns casos de cirrose e de câncer de fígado.

Outros vírus causadores da hepatite são: o vírus da hepatite D e o vírus da hepatite E.

Diagnóstico

A hepatite viral aguda é diagnosticada baseando-se nos sintomas apresentados pelo indivíduo e nos resultados dos exames de sangue que avaliam a função hepática. Em aproximadamente 50% dos indivíduos com hepatite viral aguda, será detectado um fígado sensível e um pouco aumentado de tamanho.

Exames iniciais que devem ser realizados quando há suspeita de Hepatite:

  • Hemograma completo; TGO e TGP (transaminases glutâmico oxalacetica e glutâmico pirurvica, exame que avalia a função hepática); Gama-GT; Fosfatase alcalina;
  • Bilirrubinas; Glicose;
  • Amilase (em pacientes com história de ingestão de bebidas alcoólicas);
  • Ureia / Creatinina, em pacientes com idade superior a 40 anos;
  • Urina (EAS), em crianças e pacientes do sexo feminino;

Diagnóstico Sorológico Específico:

A partir da situação clinica que se deseja investigar, deve se selecionar aos testes mais apropriados para cada situação.

Para o diagnóstico de qualquer tipo de hepatite devem ser tomadas as mesmas medidas na colheita das amostras:

Material: Coleta de sangue suficiente para obter 0,5 ml de soro ou plasma (EDTA), para cada tipo de vírus que se deseja pesquisar. Observar Jejum de 8 horas

Conservação: Até 14 dias entre 2 e 8C

Método utilizado: Imunoensaio enzimático

Observação: As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir resultados errôneos devido à presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno deve se colher a amostra antes da terapia com heparina.

O que vai ser pesquisado?

Hepatite aguda tipo A: O diagnóstico etiológico está baseado na detecção sorológica da fração IgM anti-HAV e IgG anti – HAV.

Hepatite aguda tipo B: O diagnóstico etiológico está baseado na detecção sorológica do HBsAg, anti-HBc IgM, HBeAg/Anti-HBe.

Hepatite aguda tipo C: O melhor teste sorológico para o diagnóstico da hepatite aguda tipo C é a pesquisa do HCV-RNA

Como interpretar o resultado?

Valor de referência para qualquer um deles: Negativo. Casos com valor de referência positivo devem ser interpretados pelo médico, segundo o exame solicitado.

 

Referências:

  • Manual de exames – Instituto de Patologia Clínica Hermes Pardini – 2003/2004.
  • Manual Merck: Distúrbios do Fígado e da Vesícula Biliar.
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